quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Módulo Gestão - Etapa 3

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO HERVAL


Ana Cleonice da Silva
Paula Fernanda Brum

JORNAL RECREIO


Apresentação

Na sociedade contemporânea as informações são veiculadas de forma rápida e instantânea e o novo cenário demanda habilidades que envolvem muita interpretação para transformarmos conhecimentos em aprendizados. Como educadores devemos buscar estratégias eficazes para estabelecermos a mediação entre os diferentes saberes, diversificando a forma de ensino e aprendizagem. Pensando nisso vemos no Jornal Recreio uma excelente oportunidade de integrar e mediar essa relação, buscando satisfazer os anseios da comunidade local e tornar os alunos mais participativos e responsáveis na caminhada pela busca do seu próprio saber.

Público-alvo

O Jornal Recreio vem atender a clientela da Escola Municipal de Ensino Fundamental Astrogildo Pereira da Costa Herval/RS situada no interior do município, onde o acesso ao mundo virtual é restrito ao laboratório da mesma. A Escola atende a comunidade em turno integral e carece de uma integração no uso das mídias que possam despertar na comunidade local a motivação e o envolvimento em ações práticas, incentivando a redução da evasão e resgatando princípios que a Escola enfatiza.

Mídias Utilizadas

O Jornal Recreio envolve a interação e uso de diversas mídias na sua elaboração. Tais como: Computador, impressora, livros didáticos, revistas, jornais, câmera fotográfica e etc.

Objetivo geral

Estimular a criatividade do educando através das leituras e montagens de um jornal, oportunizando momentos para que este venha a realizar suas próprias produções textuais, valorizando a cultura local.

Objetivos específicos

-Elaborar um saber interdisciplinar com a criação do Jornal Escolar;
-Desenvolver no educando o hábito da leitura;
-Desenvolver o interesse pela leitura, familiarizando-se com os diferentes tipos de textos;

-Utilizar o jornal como fonte de informação na comunidade escolar;

Justificativa

Sabemos que o jornal na escola é um instrumento que possibilita a aproximação do aluno com a leitura e com os saberes, permitindo decifrar idéias e opiniões diversas. O Jornal Recreio é uma mídia que além de informar sobre os acontecimentos da região tem o poder de transportar de forma simples o leitor para a realidade do contexto que faz parte, fazendo com que ele se torne sujeito ativo na apropriação do saber e que fique bem informado sobre acontecimentos e eventos que ocorrem ao seu redor, estimulando a postura critica em face dos problemas surgidos. Através dessa proposta o aluno é desafiado a participar e a intervir na elaboração e edição do jornal de forma atuante e comprometida, desenvolvendo habilidades e contribuindo para o sucesso desse meio de comunicação que fará toda a diferença nesse contexto, além de buscar o envolvimento e o comprometimento de toda a comunidade escolar na formação da cidadania

Fundamentação teórica

O jornal, como fonte primária de informação (FARIA, 2005) (este tipo de referência é utilizado para entre “ “, se não usar como usaram abaixo) pode ser considerado um dos mais importantes instrumentos de comunicação entre alunos e professores, a escola e sociedade. Informar os leitores de assuntos que fazem parte do seu contexto certamente despertará a curiosidade dos leitores envolvidos, principalmente se essa comunicação abordar princípios pedagógicos e de conhecimentos. Um jornal como recurso didático possibilita o trabalho com diversos textos, além de despertar nos alunos habilidades como: pesquisar, produzir, criticar, interpretar, discenir, corrigir, etc. Segundo Tajra (2001: 137), a produção de textos é um dos componentes mais importantes para a consolidação de nossos conhecimentos. Quem se expressa, expressa-se em função de alguma situação e finalidade; quem conclui desenvolve uma visão critica sobre algo. Qualquer produção exige do produtor uma prévia preparação e pesquisa, essa sistematização desperta as habilidades, resgata a auto - estima e participa à comunidade os fatos e trabalhos desenvolvidos na escola.

Metodologia

1. Os alunos serão levados até o jornal local para conhecerem o funcionamento do mesmo;
2. Serão formados grupos de alunos, os quais ficarão responsáveis pelas colunas;
3. Em um determinado dia os alunos deverão trazer o material para a montagem das colunas ( textos, fotos, recados, avisos,...), envolvendo várias disciplinas, mas que terá a revisão ortográfica do professor de Língua Portuguesa;
4. O jornal será distribuído mensalmente a comunidade escolar.

Período de realização

O Jornal Recreio vai ser editado no último fim de semana de cada mês, reunindo e veiculando assim às informações ocorridas neste período por prazo indeterminado ou até o surgimento de uma nova idéia que venha a ser mais interessante para a população local.

Recursos

Os recursos materiais e financeiros para a realização e a viabilidade do projeto, têm o apoio da Prefeitura Municipal e do comércio local deste município.

Cronograma

Atividade/tempo 1ª semana 2ª semana 3ª semana 4ª semana
Coleta de noticias e eventos x x x
Seleção x x
Organização x x
Montagem do layout do jornal x x
Criação design da capa x x
Edição x
Distribuição x

Resultados esperados

Espera-se que o Jornal Recreio seja capaz de despertar o interesse da comunidade escolar por outras criações e invenções que possam beneficiar de alguma forma a população daquela região e que venha proporcionar a integração de alunos, professores, gestão escolar e pais, promovendo hábitos de pesquisa, motivação e colaboração de todos os envolvidos.

Avaliação

Será considerado satisfatório à proposta se os envolvidos demonstrarem comprometimento, envolvimento e trabalho em equipe.

Socialização do projeto

Com o Projeto Recreio a comunidade tem a oportunidade de praticar ações de cidadania, solidariedade e respeito pelas diferenças, repercutindo tais ações nas relações do cotidiano do ambiente escolar.

Referências

BLISKSTEIN, Izidoro. Técnicas de Comunicação Escrita. São Paulo: Ática, 1997.
PARÂMETROS Curriculares Nacionais. Ensino Médio.Brasília: MEC, 2000.Dom Bosco, 1993.
RANGEL, Mary. Dinâmica de Leitura para sala de aula. Petrópolis: Vozes, 1999. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, 2003.
BLISKSTEIN, Izidoro. Técnicas de Comunicação Escrita. São Paulo: Ática, 1997.
RANGEL, Mary. Dinâmica de Leitura para sala de aula. Petrópolis: Vozes, 1999. Jornal Mundo Jovem. Poto Alegre, 2003.

Módulo Gestão - Etapa 2 - Mais um trabalho!!

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO HERVAL


Acadêmica: Jésica Hencke
Módulo Introdutório: Gestão Integrada de Mídias

Etapa 02 - Atividade 01

Reflexão crítica: o projeto na sua escola


Referendar uma escola, com a possibilidade de realizar um projeto que utilize de maneira coerente as diferentes mídias, é uma tarefa que exige envolvimento, responsabilidade e comprometimento de todos os sujeitos que compõem a instituição escolar, por tal motivo, será explicitado através de um exercício de perguntas e respostas, os princípios da presente escola:
1. Quais os programas/projetos existentes na escola?
* Jornal NH na sala de aula;
* Projeto LER da FACCAT – Faculdades Integradas de Taquara consta de fascículos trimestrais sobre diferentes contextos literários, que promove a leitura, a interpretação como produção de sentido e o desenvolvimento de projetos educacionais a partir da leitura deste material;
* Grupo teatral “Magia em Faces”;
* ECOTUR na Machado, projeto de preservação, cuidado e responsabilidade ambiental.

2. Quais tecnologias são utilizadas?
A presente instituição educacional, não possui sala de informática, nem conexão com a rede mundial de computadores, o único computador encontra-se na secretaria para o preenchimento de documentos, impressão de atividades, arquivos digitalizados de fotografias dos eventos escolares, porém sem acesso aos alunos.
Para o desenvolvimento destes projetos escolares, contamos com o auxilio de:
* linguagem escrita e oral (discurso);
* material impresso: jornais, revistas, livros, fotografias;
* televisão;
* aparelho de vídeo/DVD;
* rádio com acesso a rádio, displayer, compact disk;
* cartazes, imagens publicitárias, observação de placas e outdoors;
* materiais diversos de uso artístico: tintas, telas, cola, tesoura, papel colorido, entre outros;
* corporeidade, expressividade (fantasias e roupas para teatro, figurinos);
* máquina fotográfica digital e aparelho de celular;
* caixa amplificadora;
* pesquisas na internet (extra escolar), literatura.

3. Como são utilizadas e por quem?
Os projetos NH na sala de aula e LER, são diretamente ligados ao uso dos jornais, cada um destes apresenta fascículos que são aproveitados pela professora de Língua Portuguesa, História e Matemática na maioria das vezes, há sempre um momento de leitura semanal, debate e análise do que cada um leu, a partir destes tópicos lidos a aula é desenvolvida, onde surgem a proposta de novas reportagens, pesquisas, gravações com câmera fotográfica de depoimentos ou pontos de vista, ou criação de cartazes.
De certa maneira os recursos acima citados são utilizados por todos os envolvidos no processo educativo, porém com a supervisão docente, neste ínterim aprendemos junto a um aluno como usar a caixa amplificadora de som que a escola possui, com outro a forma mais adequada de eliminar a umidade do aparelho de televisor, talvez por tratar-se de uma escola de interior e com apenas cinquenta e nove alunos seja possível realizar esta integração de recurso e manuseio de todos, facilitando nosso trabalho e ampliando o grau de responsabilidade de cada sujeito que constitui o espaço educacional.

4. Existe um planejamento para a sua utilização viável no desenvolvimento de práticas pedagógicas integradoras das diferentes mídias?
A prática educacional se dá mediante planejamento, análise dos eventos positivos, retomada dialógica e crítica das ações que foram insatisfatórias em busca de uma melhora, esta análise ocorre em detrimento de uma prática gestora democrática na qual pais, alunos e professores existem em prol da educação, é sabido que muitos limites, dificuldades e recusa no meio educacional existem, mas somente quando se age em conformidade com as necessidades obtém-se um trabalho qualitativo.
No que compete ao uso integrado das diferentes mídias é possível sim, um exemplo deste uso seria falar do grupo teatral que envolve desde a pesquisa de textos para a peça anual de escola na internet (extra escolar), a visualização de algum filme que traga fragmentos ou ideias sobre o trabalho proposto, o uso do rádio para ouvir as músicas que servirão de pano de fundo da peça, leitura de livros ou críticas de arte que já representaram o tema estudado, a criação manual do figurino e cenário, que culminam no trabalho proposto ao final.
Este é um exemplo da importância de se elaborar um Projeto Político Pedagógico que prevê o uso das mídias como um meio de obter uma aprendizagem mais coerente e significativa. Almeida destaca o quão importante é ter clareza na articulação desta forma de trabalho, pois não se pode gerir na incongruência do que se compreende por educação, por isto:
[...] é essencial promover a articulação da escola com outros espaços de produção do conhecimento, tornando a integração entre mídias e tecnologias uma opção do trabalho educativo assumido pela comunidade escolar e contemplado no projeto político pedagógico da escola, para a qual os educadores precisam ser devidamente preparados (ALMEIDA, ano, p. 82).

Se ainda temos uma relação humana precária, devido à falta de clareza na comunicação entre o emissor e o receptor, não podemos mais gerir no século XXI a possibilidade de uma educação que se esquive das novas tecnologias e tente adentrar-se numa bolha de ações. O educador precisa preparar-se para trabalhar com estas novas mídias como um instrumento técnico em seu auxilio, assim como usa o giz e o quadro.

5. Como os profissionais se organizam no trabalho com as tecnologias?
Planejamento é a arma da ação pedagógica, somente se constrói o ato aprendente se houver um planejamento sério anterior a ação, sempre que possível os professores combinam ações, lêem o material, discutem e elaboram as possibilidades de integrar cada recurso em prol de sua disciplina, sem tornar-se repetitivo ou ignorar alguns pontos importantes para a aprendizagem coletiva.
Quando a tecnologia é desconhecida pelo professor, este realiza cursos, conversa com outras pessoas que sabem utilizar e adapta algumas situações ao seu cotidiano, um exemplo disto foi a “rádio escola” com edição única, sem aparelhos de som, ou microfones, apenas criatividade e boa vontade, os alunos “radialistas” ficavam separados por uma parede de madeira de seus “ouvintes” e ali “ao vivo” transmitiam sua “programação” com informações, músicas (tocadas num aparelho de rádio com CD), atendiam telefonemas dos ouvintes, realizavam entrevistas e concluíam suas transmissões. Neste exemplo é visível a humildade da ideia, porém de grande valor, os alunos aprenderam a construir um roteiro de transmissão radiofônica, realizaram a transmissão, sem a tecnologia necessária.
Almeida, novamente nos esclarece da importância de se ter uma visão sistêmica, na busca do equilíbrio no uso das diversas mídias, a integração do docente com seu grupo de trabalho em prol da aprendizagem discente, ao comentar:
[...] o mais importante é compreender que a gestão de tecnologias diz respeito à busca do equilíbrio entre o possível, o desejável e o necessário para o uso pedagógico em relação ao tempo, espaço e recursos disponíveis, criando estratégias para que a instituição possa avançar no sentido de viabilizar o uso democrático e compartilhado. Assim, é possível transformar o contexto potencializando o uso do que se dispõe na escola e agregando outras tecnologias por meio de parcerias com a comunidade (ALMEIDA, ano, p. 85).

Outro ponto fundamental destacado nesta fala, é a influência que a comunidade pode exercer de forma benéfica dentro do âmbito escolar, não existe escola sem coletividade e respeito ao seu entorno, tornar este participativo, potencializa o ambiente escolar e qualifica a educação, como Freire (1980) destaca é através do diálogo que se germina a educação, “educador e educando, os dois seres criadores, libertam-se mutuamente para chegarem a ser, ambos, criadores de novas realidades” ( p.10).

6. O fato de ter tecnologias nas escolas garante o seu uso no processo de ensino e aprendizagem? As tecnologias disponíveis na sua escola têm sido utilizadas no contexto pedagógico?
A existência do recurso de forma alguma garante sua utilização, torná-la utilizável depende da proposta pedagógica da instituição e do real envolvimento de cada docente com esta proposta, pois é ele o responsável na articulação do ato educacional.
Como destacado até o presente momento a escola em sua ação pedagógica faz uso contínuo dos recursos que possui e, eventualmente, traz outros recursos e os utiliza dentro deste espaço aprendente, como: computadores portáteis e data show; pequenos vídeos informativos baixados da web; caixas de som, amplificadores e microfones; é visto que apesar da falta de recursos o trabalho é desenvolvido da melhor maneira possível, além de usar recursos inusitados como microondas, furadeiras, parafusadeiras, na elaboração de trabalhos de culinária e artesanal.

7. O uso das tecnologias tem colaborado para desenvolver o processo de ensino e aprendizagem?
Desde as tecnologias mais simples como giz, quadro e livro, observa-se que a integração das diversas mídias possibilita desenvolver uma aprendizagem mais crítica e coerente com o social no qual nos encontramos, auxiliando o aluno no reconhecimento de sua própria identidade, pois valoriza seu saber extra-escolar, potencializa momentos de debate e construção coletiva, elevando o grau de curiosidade e investigação, o mesmo ocorre nos professores que se sentem continuamente desafiados a manterem um ritmo integrando com as mudanças sociais e tecnológicas.

8. Como você avalia as tecnologias existentes em projetos já existentes na sua escola?
O primeiro passo é qualificar o docente, ainda estamos engatinhando na utilização das novas mídias o que temos noção e utilizamos ainda é uma esfera muito ínfima da real necessidade, por isto a utilização das mídias ainda necessita de uma exploração e um aproveitamento mais amplo, pois as mesmas podem contribuir de forma a qualificar o trabalho em sala de aula.
Se o aluno aprende melhor fazendo, cabe ao professor promover espaços de aprendizagem no qual, conforme os objetivos determinados previamente, torne-se sujeito de sua aprendizagem, desta maneira, nos remetemos a Prado, para significar o que é integração:

Para que haja a integração é necessário conhecer as especificidades dos recursos midiáticos, com vistas a incorporá-los nos objetivos didáticos do professor, de maneira que possa enriquecer com novos significados as situações de aprendizagens vivenciadas pelos alunos (PRADO, ano, p. xx).

Aqui o professor deverá rever o seu papel de transmissor, tornando-se um mediador entre o aluno, o conceito, a mídia para ao final, obter a almejada aprendizagem. O termo mediação, pode ser um processo de ensinar e aprender em diversos contextos, no qual é imprescindível pensar sobre a própria aprendizagem, um movimento que inclui a experiência, aprender e ensinar concomitantemente.
Se a educação tem como objetivo tornar presente a nossa própria existência como conteúdo de análise, estudo e interação social, demonstra a necessidade de destacar que é na relação com o outro que aprimoramos nosso cognitivo, racional e emocional, somos aptos a investir em outras dimensões como a afetividade, a sensibilidade, a espiritualidade e a intuitividade. Sendo que falar em processo extrapola a ótica da educação bancária que visa o depósito de conteúdos, bem como a relação unilateral ditada pelos saberes professorais. Processo significa oportunizar momentos para a construção, somente se constrói o que é significativo e ocorre através da interação, para que haja interação o professor deverá ser um provocador de situação, ou seja, mediador. Desta forma é que vemos o trabalho que estamos realizando, somos mediadores de nossa própria aprendizagem e auxiliamos nossos alunos a aprender de maneira qualitativa, quanto às mídias somos contínuos desbravadores, atrelados a nossa insegurança e curiosidade. Temos um longo caminho a trilhar.

Referências:
ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini. Gestão de tecnologias, mídias e recursos na escola: o compartilhar de significados. Em Aberto, Brasília, V. 22, nº 79, p. 75-89, jan. 2009.

FREIRE, Paulo. Conscientização teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. 3º ed.São Paulo: Moraes, 1980.

GATTI, B. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília: Plano, 2002.

MORAN, José Manuel. Gestão Inovadora da Escola com Tecnologias. Publicado em: VIEIRA, Alexandre (org.). Gestão educacional e tecnologia. São Paulo, Avercamp, 2003. Páginas 151-164.

PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito. Integração de Mídias e a reconstrução da prática pedagógica. Texto extraído de Salto para o futuro/TV escola, disponível em : WWW.tevescola.com.br/salto.
SANTOS, Tereza Fátima Monteiro dos. O projeto pedagógico e a construção democrática da escola de qualidade. Disponível em: http://www.ufpa.br/rcientifica/ed_anteriores/pdf/ed_03_tfams.pdf, acesso 08/07/2011

VEIGA, Ilma Passos. (org.) Projeto político – pedagógico da escola: uma construção possível.Campinas – SP: Papirus, 1996.

Módulo Gestão - Etapa 2 - Outro trabalho

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO HERVAL


Aluna: Begssie Victoria Vieira López

Reflexão crítica: o projeto na sua escola


Bem, os projetos e programas que temos na escola são: Projeto de leitura, temos um professor que trabalha uma vez por semana com cada turma; projeto de saúde bucal do governo federal; projeto cidadania que tem duração de um bimestre, cada um com um tema diferente. Programa da secretaria da educação onde os professores assistem a aulas sobre: Introdução à Educação Digital no Linux; Cursos oferecidos pela escola, esta semana vamos começar um sobre como trabalhar com crianças especiais na sala de aula.
As tecnologias que utilizamos na escola são vídeos, sala de informática, internet, biblioteca, livros e os vídeos da TV Escola.
Essas tecnologias são utilizadas em projetos, na organização administrativa e pedagógica da escola e no planejamento dos professores. São utilizadas pelos professores e alunos que estão envolvidos nos projetos, pela coordenação e pela direção da escola.
Os laboratórios de informática estão bem equipados, nós trabalhamos uma vez por semana com os alunos na sala de informática, existe esse projeto feito pela coordenação da escola. Claro, também usamos o laboratório quando precisamos trabalhar com os alunos nos projetos e para enriquecermos as nossas aulas. Vejo que ainda existe “medo” em decifrar os equipamentos. As pessoas ainda têm aquela idéia de que não devem mexer pra não estragar e acabam se privando do prazer de tirar o máximo proveito do que tem. Por isso estamos assistindo a um curso sobre como trabalhar com o Linux para melhorarmos o nosso trabalho em sala de aula. Porque não basta só ter os equipamentos, é preciso utilizá-los e de forma satisfatória. É pra isso que se faz tanto investimento na área. É pra isso que se justifica a existência de vários programas em torno do assunto, incluindo esse curso que estamos fazendo. Tudo para que o uso das TIC’s nas escolas ganhe vida.
Na escola existe um cronograma (atividades, série, prazos) de uso da tecnologia feito pela coordenadora da escola para que possamos organizar o uso das tecnologias. Quando precisamos usar a sala de vídeo, a biblioteca ou a sala de informática, avisamos com antecedência para a coordenadora, e ela sempre nos consegue um horário.
As tecnologias disponíveis na sua escola têm sido utilizadas no contexto pedagógico? O fato de termos tecnologias na escola não garante o seu uso na aprendizagem dos alunos, por isso temos que elaborar projetos em conjunto com a coordenação da escola e, além disso, existem os projetos da escola, que são formas de que tenhamos que levar os alunos para a sala de informática, devemos entregar o planejamento para a coordenadora e ela entrega para o técnico que nos espera na sala de informática, com tudo pronto. Essa é a forma que a gestão escolar encontrou para que os professores levem os alunos para a sala de informática, pelo menos uma vez por semana, e que não seja para jogar sem nenhum objetivo de aprendizagem.O que consigo ver no momento, sem medo de errar, é um uso esporádico e a inserção parcial das tecnologias. O que diante da nossa realidade, considero já um grande avanço.
Acredito que as tecnologias têm ajudado bastante no processo de ensino aprendizagem. Vejo que estamos conseguindo aos poucos a inclusão digital dos alunos, desenvolvimento de Projetos pedagógicos; apoio nas atividades pedagógicas, apoio no trabalho do professor e no trabalho administrativo da gestão escolar.
Acredito que alguns professores estão trabalhando muito bem com as tecnologias que temos na escola. O que nos falta seria uma máquina digital e uma filmadora, mas os professores levam quando precisam. Não basta reconhecer a importância da agregação das Tecnologias da Informação e Comunicação, é preciso batalhar para atualização e formação para utilizar os recursos de forma significativa, ou seja, prevendo que estes venham atingir níveis de busca de conhecimentos significativa, que realmente promovam a aprendizagem. Enfim, há que se buscar qualificação dos educadores para atuação segura e de qualidade aos alunos.

Módulo Gestão - Etapa 2

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CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO HERVAL

Angela Celoi Medeiros

Projetos na escola


A Escola Municipal de Ensino Fundamental Carolina Anália Morais Sais, fica situada no interior do município de Herval, localizada em um Assentamento denominado Bamburral, a uns 45km da sede do município. A escola atende alunos do Assentamento e fora dele, sendo aproximadamente 70 alunos do 1º ano a 8ª série. O horário de funcionamento é das 8 às 16h e 30min na segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.
A escola possui o projeto político pedagógico e está criando um projeto para incluir sinais de trânsito no currículo escolar.
A escola usa as tecnologias presenciais, mas ainda não possui a disponibilidade da internet, embora possua um pequeno laboratório de informática composto por cinco computadores. Os professores procuram organizar suas aulas de maneira dinâmica utilizando os recursos disponíveis no dia-a-dia como giz, livros, etc. Algumas vezes os alunos usam o laboratório de informática para que possam praticar o uso do computador.
O laboratório possui o sistema Linux educacional e os alunos quando estão no laboratório usam os computadores para jogos didáticos, criar desenhos, pintar, ler, ouvir histórias, etc. Porém, os professores não usam esses recursos para serem trabalhados nas aulas. Conforme Moran coloca:

O livro, a revista e o jornal são tecnologias fundamentais para a gestão e para a aprendizagem e ainda não sabemos utilizá-las adequadamente. O gravador, o retroprojetor, a televisão, o vídeo também são tecnologias importantes e também muito mal utilizadas, em geral. (MORAN, 2008, p.2).

No projeto que está sendo criado sobre sinais de trânsito existe este cuidado, de incluir mídias, de forma que favoreça o aprendizado de forma integrada. O projeto está previsto para ser iniciado em agosto e seu término em dezembro, ao qual será realizada uma avaliação, sendo então verificado o que será necessário alterar, para que o projeto tenha continuidade no ano seguinte.
Acredito que seja necessário organizar mais projetos que possibilitem ao professor planejar atividades integradas com as mídias e não utilizá-las de forma solta como atualmente é feito. Assim, se a escola através dos professores organizar atividades integradas com as mídias que visem a aprendizagem, aumentaremos então as possibilidades de desenvolver o processo ensino-aprendizagem com sucesso.


Referencias Bibliográficas:
MORAN, José Manuel. Gestão inovadora da escola com tecnologias. Disponível em: pdf> Acesso em 16/07/2011

Módulo Gestão - Etapa 1 - Mais um trabalho!!


UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO HERVAL

Alunas:
Begssie Vieira
Janice Ávila Ricardo


Desenvolvimento de projetos pedagógicos na educação



Introdução

Este trabalho é resultado final das reflexões sobre nossas leituras sobre a temática Pedagogia de Projetos.
É na prática educativa que devemos proporcionar espaços diferenciados para que as crianças possam atuar aumentando, modificando e valorizando seu conhecimento prévio e ao mesmo tempo legitimando tal discurso.

Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis (...), de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas, na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis. (BRASIL, 1998, p 23)

É nesse sentido que nós professores conscientes de nossa função pedagógica, devemos estar perceptíveis aos conhecimentos prévios que a criança apresente para que este se torne o ponto de partida para nossas ações diárias proporcionando uma aprendizagem real e significativa o que favorecerá o desenvolvimento pleno da criança no decorrer do seu processo de construção do conhecimento. (BRASIL, 1998, P. 30).
Diante dessa iniciativa procuramos nos ancorar nos ideais de JOHN DEWEY, filósofo e pedagogo norte-americano que tinha como principal objetivo educar a criança como um todo, influenciados pelos mesmos ideais os autores FERNANDO HERNANDÉZ e CÉSAR COLL, entre outros, se inserem na contemporaneidade.
Trabalhar com projetos é muito enriquecedor tanto para o aluno como para o professor. Por envolver muitas pesquisas, as crianças sempre vão além do que é solicitado, o que reforça a ideia de conhecimento globalizado. (HERNANDEZ e VENTURA, 1998).
Os projetos são um conjunto de atividades que trabalham com conhecimentos específicos construídos a partir de um dos eixos de trabalho que se organizam ao redor de um problema para resolver ou um
produto final que se quer obter. (BRASIL 1998, p.57).

A Pedagogia de Projetos

Os projetos são um conjunto de atividades que trabalham com conhecimentos específicos construídos a partir de um dos eixos de trabalho que se organizam ao redor de um problema para resolver ou um produto final que se quer obter. (BRASIL, 1998, p.57).

Acreditando que o conhecimento se dá no sentido de dentro para fora, utilizando e valorizando os conhecimentos a partir da realidade dos alunos adquiridos através das relações sociais, passamos a buscar subsídios teóricos que embasassem nosso trabalho.
As constantes pesquisas, análises e reflexões realizadas durante a aquisição das aprendizagens adquiridas através de textos e experiências escolares, nos levaram a crer que o trabalho com a Pedagogia de Projetos tornasse um poderoso instrumento que auxilia o professor no decorrer da prática.
A Pedagogia de Projetos surgiu com o pensador e pedagogo norte-americano JOHN DEWEY no início do século XIX. O principal objetivo desta nova proposta era o que mais tarde HERNANDEZ & VENTURA (1988) confirmariam em seus estudos.
Todas as coisas podem ser ensinadas por meio de projetos, basta que se tenha uma dúvida inicial e que se comece a pesquisar e buscar evidências sobre o assunto. (HERNANDEZ e VENTURA, 1998)



Os projetos de trabalho possibilitam ao professor articular os conteúdos, partindo de um prévio conhecimento a partir de uma temática central. O que favorece a construção do conhecimento dos alunos, pois este apresenta uma perspectiva global.
A criação de estratégias de organização dos conhecimentos escolares em relação ao tratamento das informações entre os diferentes conteúdos em torno de problemas e hipóteses que facilitem aos alunos a construção de seus conhecimentos, a transformação da informação procedente dos diferentes saberes disciplinares em conhecimento próprio. (HERNANDEZ&VENTURA, 1998, p.51)


De acordo com HERNANDEZ & VENTURA (1998, p. 63) em sua obra “A organização por Projetos de Trabalho”, define que “...a organização dos Projetos de trabalho se baseia fundamentalmente numa concepção da globalização entendida como um processo muito mais interno do que externo, no qual as relações entre conteúdo e áreas do conhecimento têm lugar em função das necessidades que traz consigo o fato de resolver uma série de problemas que subjazem na aprendizagem”.

Gestão do Conhecimento
“As escolas deveriam entender mais de seres humanos e de amor do que de conteúdos e técnicas educativas. Elas têm contribuído, em demasia para a construção de neuróticos, por não entenderem de amor, de sonhos, de fantasias, de símbolos e de doces . (Cláudio Saltini )

A gestão escolar é um processo de coordenação de esforços e ações para alcançar objetivos comuns, mas essas ações precisam ser partilhadas, dialogadas, discutidas.
Encontramos dentro da escola diversas lideranças, atuando cada qual na sua função e que precisam definir suas ações em harmonia com o Projeto Político Pedagógico da escola. Precisamos de uma escola autônoma, aberta, flexível, democrática, participativa e que seja um espaço de socialização. Uma escola que estabeleça diálogos com a comunidade escolar, onde os professores se comprometam com os resultados dos alunos, onde os pais e mães estejam presentes. Enfim, uma escola onde o aluno seja valorizado e estimulado a aprender.
Nesse sentido, o papel do gestor/diretor passa a ser muito importante. É essencial entender o conceito de liderança educacional como um tipo de intervenção junto a pessoas, por meio do qual se promovem novas maneiras de pensar. Se educadores não mudam sua forma de pensar, não mudarão sua forma de agir. Liderar é criar ambientes seguros, que sejam favoráveis para inovações educacionais. “Ninguém educa ninguém, os homens se educam em comunhão” (FREIRE, 2001, p.21).
De acordo com SHAFF (apud FERREIRA, 1988, p.103) “os ramos do trabalho criativo permanecerão e serão desenvolvidos quantitativamente com mais intensidade do que hoje”. Sabemos, porém, que para se ter um bom emprego é preciso alta qualificação, ou seja, permanente capacitação. Para viver bem é assim, uma vez que construir uma sociedade mais humana é um processo complexo que exige, principalmente de nós educadores, uma profunda dedicação. Por isso, há necessidade de envolver-se, buscar parcerias e não apenas apontar os erros e deficiências da educação.
Na escola, a verdadeira participação é garantida pela interação entre os sujeitos e as diversas realidades, isso contribui eficazmente para a “formação do educando em sua totalidade, consciência, caráter, cidadania [...]” (VASCONCELOS, 2002, P. 98). Por meio da participação democrática e consciente, a comunidade escolar desenvolve suas potencialidades e vai se transformando, se reconstituindo.
Cabe a gestão escolar democrática participativa garantir e privilegiar as relações sociais na escola, assim todos se comprometem com uma prática pedagógica democrática. Uma das maneiras de mobilizar os profissionais da educação é desencadear o processo de mudança é a elaboração e colocação em prática do projeto político-pedagógico da escola, que destaca a importância de todos, nesse processo dinâmico e altamente investigativo, sendo assim, o comodismo e o individualismo não tem espaço.
Os gestores da educação têm o compromisso de estabelecer e desenvolver os quatro pilares da educação contemporânea: Aprender a ser, a fazer, a viver juntos e constituem aprendizagens indispensáveis na organização dos saberes do espaço escolar. Saber gerenciar as especificidades do coletivo e gerir os conflitos cotidianos deverá ser o grande desafio dos gestores atuais. Pois, saímos do processo de governo de ditadura e estamos no movimento democrático e como partes integrantes deste processo precisamos aprender a aceitar as idéias diferentes e outras formas de colocar as idéias. Sabendo construir e realmente gerenciar as idéias de seu coletivo, conduzindo o grupo de trabalho para um trabalho consensual e direcionado. Pois, pois o importante é chegar ao consenso e não na unanimidade.
Conclusão
Acredito que a educação seja um espaço para descobertas obtidas através da participação e colaboração ativa de cada criança com seus parceiros em todos os momentos, possibilitando, assim, a construção de sujeitos autônomos e cooperativos. É, portanto, através de um ensino por projetos que se dá o confronto de opiniões, a motivação, as interações sociais e o trabalho cooperativo possibilitarão à criança condições que asseguram o caráter formativo das atividades, através de uma boa orientação do professor, tendo a finalidade de esclarecer aos alunos o que devem fazer, como devem fazer, por que e para que fazer tal atividade ou ler este ou aquele livro.
Gerenciar é fazer com que as coisas aconteçam por intermédio de pessoas eficazes e processos eficientes para isso essas pessoas devem está preparadas para lidar com tal questão. A gestão escolar se faz mais do que necessário compreender que com a exigência dos novos padrões de comportamento. As mudanças objetivam uma escola mais ágil e eficaz com processos de trabalhos otimizados, bem projetados e administrados fazendo com que suas práticas sejam econômicas e eficazes apresentando melhores resultados de aprendizagem.
O gestor escolar é agente de transformação e de desenvolvimento. Inovar e mudar não significa somente dispor de tecnologia, mas, sobretudo ser veloz no acompanhamento das transformações pelas quais passa a sociedade.

Referências:
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental. Referencial para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.

FERREIRA, F. W. Planejamento Sim e Não: um modo de agir num mundo em permanente mudança. 11a Edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.
FREIRE, Paulo. Politica e Educação. São Paulo. Ed Cortez.200, 53p.
FIGUEREDO, Marianela. Currículo escolar e Cidadania. Gestão Universitária. Disponível em http://www.gestão universitária.com.br. Acesso em 15/10/2009.
HERNANDEZ, F. VENTURA, M. A organização do currículo por projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998.
SALTINI, Cláudio J. P. Afetividade & inteligência. Rio de Janeiro: DPA, 1997. VASCONCELLOS, Celso dos S. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político – pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 3 ed. São Paulo: 2002, 213p.
VASCONCELLOS,Celso dos S. “Planejamento Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico"- Editora Libertad - SP.

Módulo Gestão - Etapa 1 - Outro trabalho

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO HERVAL


PROJETO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO
E A GESTÃO PEDAGÓGICA DE TECNOLOGIAS
Análise bibliográfica


Cybele Leon Leivas
Jésica Hencke
Rosemari Souza Rosa
Vanessa Dummer Athayde


Herval
Julho de 2011

INTRODUÇÃO

Falar em educação é adentrar um campo permeado de incertezas, inseguranças e dilemas, e isto é significativo, quando nos colocamos em choque com as verdades vulneráreis e estabelecidas pela modernidade e ressignificamos todos os eventos, confrontando-os com o social, cultural, tecnológico, ou seja, com o multicultural. Neste esboço, pretendemos ressaltar como se dá o desenvolvimento de projetos pedagógicos na educação, tendo clareza de seus princípios, apropriando-se de suas potencialidades dentro de uma instituição escolar, desde a organização físico-material, administrativo-gerencial e o âmbito pedagógico.
Interagir dentro de uma instituição educacional implica dispor-se a desafiar os paradigmas engessados existentes e modificar a maneira de relacionar-se com a informação, por isto fala-se tanto na formulação de projetos, ou seja, criar meios que lancem a frente metas e objetivos capazes de promover coerentemente a educação significativa. Embora existam tentativas de utilização de tecnologias dentro do ambiente educacional é preciso sistematizar esse uso para não ficarmos apenas no raso, isto é, sem um projeto não é possível desvendar todos os possíveis usos da tecnologia no cotidiano estudantil, seja na gestão administrativa, seja na gestão pedagógica. Sendo assim, ficamos restritos, utilizando sim a tecnologia a favor do desenvolvimento acadêmico e humano, porém sem nos beneficiarmos de todo o universo que se expande quando existe um projeto bem elaborado.
O presente trabalho vai justamente organizar um projeto em que melhor se vislumbre a gestão de tecnologias, seja voltado para a área administrativo-operacional, seja voltada para área educacional-pedagógica, isto é, a tecnologia dentro e fora da sala de aula, sempre buscando uma maior interação entre os dois contextos.


PROJETO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO

Segundo GATTI a educação “envolve a interação complexa de todos os fatores implicados na existência humana” (2002, p. 13), desta maneira é imprescindível pensar numa educação que potencialize o cultural dentro do espaço escolar, viabilize formas de tornar o ato de aprender significativo e encadeado, para tanto, uma escola necessita compreender o que pretende que seu corpo discente aprenda, de que maneira e com quais objetivos, todos estes fatores devem estar previstos dentro do projeto gerenciador da escola: o Projeto Político Pedagógico.
Tal projeto é de suma importância no desenvolvimento de uma instituição educacional, prevê a organização e acompanhamento do procedimento educativo, destina-se a orientar o processo de ensino-aprendizagem, bem como gerenciar os campos administrativos, operacionais, humanos e sociais, sendo o “carro-mestre” da instituição, todas as ações desenvolvidas no interior da escola devem convergir para a consecução do processo pedagógico, que é sua razão de ser.
VEIGA, seguindo esta lógica de raciocínio afirma:
[...] o projeto político-pedagógico tem a ver com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: como organização da escola como um todo e como organização da sala de aula, incluindo sua relação com o contexto social imediato, procurando preservar a visão de totalidade. Nesta caminhada será importante ressaltar que o projeto político-pedagógico busca a organização do trabalho pedagógico da escola na sua globalidade (1997, p. 14).

Ao se falar em projeto, coloca-se a questão de prever possibilidades de organização, gerenciamento e definição do ato aprendente, por isto é importante ter clareza do tipo de escola e de aluno que pretende-se formar, todos estes princípios deverão estar geridos com clareza em um projeto-pedagógico seja ele de amplitude escolar ou pontual, direcionado a uma modalidade de ensino.
Toda instituição educacional necessita desenvolver com autonomia seu trabalho educativo, para tanto, vale-se de um projeto político pedagógico, sendo que sua construção é uma tarefa árdua que exige esforço, disponibilidade, receptividade ao novo, tolerância e comprometimento.
Como prevê flexibilidade e respeito à multiculturalidade, o projeto-pedagógico escolar não é estático e necessita ser revisto, ampliado, alterado anualmente, atendendo de forma peculiar as necessidades educacionais, tendo clareza de que a escola é um micro-mundo, onde proliferam relações de conflito e disputa de poder, com a implementação dos projetos-pedagógicos pais, alunos, docentes e equipe pedagógico-administrativa tornam-se responsáveis e gerenciadores da educação, ultrapassa-se a ótica da escola-cliente para a escola-democrática. Por outro lado, um empecilho que encontra-se é a cultura da não-participação e do não-envolvimento, alie-se a isso os mascaramentos de posturas, atitudes e realidades, nem sempre o que está no papel é factualmente cumprido, antes de tudo, deve haver a vontade, o interesse e compromisso dos atores escolares com as mudanças.
A educação como processo continuo de reconstruir e reorganizar a experiência – refletir sobre as consequências da experiência e reconhecer o seu sentido – cria um continuum, entre experiências educativas, que articula polaridades dicotômicas entre teoria e prática, público e privado, método e conteúdo, mente e corpo (ALMEIDA, 2009, p. 77).
Somente articulando todos estes fatores a escola conseguirá desenvolver autonomia, vontade política, compromisso, senso crítico e democracia, além de germinar dentro do professor a necessidade de formação continuada e envolvimento, é preciso estudo, reflexão sobre as teorias pedagógicas, métodos de ensino, avaliação, dentre outros, referenciais capazes de dar sustentação ao novo formato de escola e de ensino que se deseja. A efetiva implantação do projeto, tornará todas as esferas educacionais co-participantes e ativas na melhoria da educação, gerando, certamente, maior responsabilidade, envolvimento e trabalho para todos, mas com um retorno positivo, a qualificação do ensino.
A integração das novas tecnologias da comunicação e informação no âmbito educacional propicia mudanças significativas na organização e no cotidiano da escola diversificando o ensino e a aprendizagem. Cabe lembrar que, atualmente, ter acesso ou não à informação pode gerar um elemento de discriminação - o analfabetismo digital, que pode ser superado pelo desenvolvimento de habilidades e competências, viabilizando a acessibilidade e o envolvimento ativo de todos.
Segundo este novo paradigma, é necessário pensar num modelo de administração integrado, focado nas ações educacionais produtivas. O fato de utilizar diferentes mídias na prática escolar nem sempre significa integração entre as mídias e a atividade pedagógica. Integrar vai além de acrescentar o uso de uma mídia em uma determinada situação da prática escolar. Para que haja a integração, é necessário conhecer as especificidades dos recursos midiáticos, com vistas a incorporá-los nos objetivos didáticos do professor, de maneira que possa enriquecer com novos significados as situações de aprendizagem vivenciadas pelos alunos.
A gestão educacional assume um significado abrangente, democrático e transformador, que supera e relativiza o conceito de administração escolar. A incorporação de tecnologias nas atividades da escola envolve distintos aspectos da gestão decorrentes do efeito de gerir, administrar, proteger, manter, colocar em ordem, ou seja, de tornar utilizáveis os recursos tecnológicos, em um projeto de gestão escolar e tecnológica, se enfrenta o desafio de tomar consciência dos limites e avanços de suas práticas de gestão, para que possa gerir, administrar, proteger, abrigar, produzir, nutrir, manter, mostrar, digerir, organizar as diferentes dimensões da gestão educacional.
Considerando-se que interagir por meio de uma tecnologia implica aprender uma linguagem entendida como atividade criadora da constituição de sujeitos e apropriação de um sistema de referência de mundo (Franchi, 1992), torna-se necessário não só introduzir tecnologias nas escolas, mas, sobretudo, integrá-las numa perspectiva crítica que proporcione condições político-pedagógicas para que educadores, alunos e comunidade compreendam e utilizem as linguagens das mídias, expressem o pensamento, dialoguem, desenvolvam a criatividade e a criticidade.
Porém sabe-se que é da extrema importância do gerenciamento para que os projetos político-pedagógicos fluam de forma organizada e eficaz, MORAN cita, ainda, que as condições de gerenciamento de muitas das escolas públicas são precárias e fica difícil falar em gestão inovadora nessas condições, mas, mesmo reconhecendo essa dificuldade organizacional estrutural, a competência de um diretor de escola pode suprir boa parte das deficiências, superando as limitações organizacionais e transformando a escola em um espaço criador, em uma comunidade de aprendizagem utilizando as tecnologias possíveis.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Projeto Político-Pedagógico tem suscitado muitos debates e discussões entre as mais diversas instâncias educativas. Por meio dos projetos tem-se a possibilidade de vislumbrar um ensino de melhor qualidade, onde é possível experimentar o exercício do pensar, elaborar e operacionalizar o funcionamento da escola com autonomia.
Todo projeto, seja ele para o desenvolvimento da escola, ou de uma ação pontual em sala de aula, tem seu início num diagnóstico informativo, onde são levantadas as necessidades, avaliadas as ações que podem ser desenvolvidas nesta realidade de forma imediata, a médio e longo prazo dentro do âmbito pedagógico, administrativo e financeiro.
No decorrer deste trabalho, buscamos apresentar aspectos relevantes sobre o projeto político pedagógico, como conhecer a realidade em que o aluno está inserido, numa visão que vai além dos muros da escola. Sabe-se que na formulaçao de um projeto, o professor enquanto "detentor de um conhecimento" sistematizado, pode confrontá-los com experiências proporcionadas pela apropriação da realidade escolar.
Salientamos, ainda, que todo este processo de realização do projeto político-pedagógico só se efetivará de forma satisfatória se houver uma gestão adequada a seus objetivos e de acordo com a realidade que se apresenta.
Não foi proposta deste trabalho esgotar a discussão sobre este tema de tamanha relevância no ambiente escolar. Ao contrário, é um convite a futuras e constantes reflexões, que é a característica básica e fundante do Projeto "Político" Pedagógico e a Gestão de tecnologias.


REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini. Gestão de tecnologias, mídias e recursos na escola: o compartilhar de significados. Em Aberto, Brasília, V. 22, nº 79, p. 75-89, jan. 2009.

GATTI, B. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília: Plano, 2002.

MORAN, José Manuel. Gestão Inovadora da Escola com Tecnologias. Publicado em: VIEIRA, Alexandre (org.). Gestão educacional e tecnologia. São Paulo, Avercamp, 2003. Páginas 151-164.

PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito. Integração de Mídias e a reconstrução da prática pedagógica. Texto extraído de Salto para o futuro/TV escola, disponível em : WWW.tevescola.com.br/salto.
SANTOS, Tereza Fátima Monteiro dos. O projeto pedagógico e a construção democrática da escola de qualidade. Disponível em: http://www.ufpa.br/rcientifica/ed_anteriores/pdf/ed_03_tfams.pdf, acesso 08/07/2011

VEIGA, Ilma Passos. (org.) Projeto político – pedagógico da escola: uma construção possível.Campinas – SP: Papirus, 1996.

Módulo Gestão - Etapa 1

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO HERVAL

MARIA SAR CORRÊA
ROBERTA NUNES MEDEIROS
VITOR HUGO DE SOUZA ALMEIDA

REVISÃO DE LITERATURA


INTRODUÇÃO

Hoje temos um número significativo de professores desenvolvendo projetos e atividades mediados por tecnologias. Mas ainda existem muitas escolas e professores procurando saber como utilizar pedagogicamente os recursos tecnológicos.
Existem muitas dificuldades para que nas escolas sejam desenvolvidos projetos de gestão administrativos e tecnológicos que envolvam a comunidade escolar. Visto que, a necessidade se torna cada vez mais evidente, diante de uma sociedade globalizada. E, as escolas acabaram se tornando inadequadas para o ensino.
Precisamos de educadores humanistas, que experimentem formas de articular a interação virtual com a presencial, que nos ajudem a encontrar os caminhos para equilibrar quantidade e qualidade nos diversos tipos de situações em que nos encontramos hoje. Precisamos que eles nos mostrem como criar novas formas de interação, como incentivar a pesquisa individual e em grupo, a avaliação ao longo do curso, o estabelecimento de vínculos, a discussão aberta de valores importantes para a sociedade.
E de educadores tecnológicos para que nos tragam as melhores soluções para cada situação de aprendizagem, que facilitem a comunicação com os alunos, que orientem a confecção dos materiais adequados para cada curso, que humanizem as tecnologias e as mostrem como meios e não como fins.
É necessário na realização de um projeto que o professor tenha consciência do que pretende do aluno para saber como realizar, onde e por quê. Um projeto deve ter um começo, meio e fim para poder dar continuidade a outros novos projetos, aprendendo com os resultados obtidos em cada um, concertando erros e melhorando os objetivos propostos.

A integração de mídias nos projetos educacionais envolve o conhecimento por parte do professor no uso adequado de cada uma delas para que ocorra uma verdadeira integração dos conhecimentos.

Desta forma, evidenciamos no trabalho como é a realidade das escolas, e como inserir o trabalho pedagógico com um projeto de gestão administrativa pedagógica.


DESENVOLVIMENTO
PROJETO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA PEDAGOGICA EM DISCUSSÃO

Para trabalho de gestão de projetos com novas tecnologias que se abrange a comunidade escolar, na situação atual das escolas, principalmente no aspecto financeiro, é um desafio das direções para a implementação. Vejo que, não havendo um apoio financeiro efetivo, mesmo que a escola tenha formas de interação com a comunidade para gerar fundos, não seria suficiente para ter ou manter uma tecnologia de comunicação, pois o custo de manutenção ou aquisição seria alto. Também, a qualificação dos envolvidos ou agente técnico permanente para criação e atualização dos programas.

Por isso destacamos:

As condições de gerenciamento da muitas das escolas públicas são precárias. Infra-estrutura deficiente, professores mal preparados, classes barulhentas. É difícil falar em gestão inovadora nessas condições. Mesmo reconhecendo essa dificuldade organizacional estrutural, a competência de um diretor de escola pode suprir boa parte das deficiências. (MORAN, 2003, p. XX)

Com a superação, e reconhecimento da comunidade da importância de um projeto tecnológico que beneficie a integração de todos envolvidos na educação dos alunos, a escola poderá buscar caminhos e recurso dentro da própria comunidade, inclusive apoio técnico e manutenção dos equipamentos, ainda com recursos de aporte vinculados a gestores públicos poderá desenvolver. Deste que haja um planejamento e um estudo do que deve se feito pára implantação do projeto.
Um projeto pedagógico pode oportunizar e integrar alunos, professores e gestores ao conhecimento, fazendo uso das mais diversas mídias como a televisão, o radio, o computador, livros, que estejam disponíveis nas escolas. A busca de soluções para a aprendizagem de conteúdos antecipa um projeto, algo que não foi realizado e que pode tornar-se real quando bem planejado. Segundo Barbier (apude MACHADO, 2000, p.XX), “um projeto não é uma simples representação de um futuro, de um amanhã, do possível, de uma idéia, mas sim, é um futuro a ser feito, a se concretizar, a se transformar em real.”

Sendo vencida a questão financeira e técnica, teremos outro desafio:

(...) em escolas com problemas sérios encontramos professores que conseguem comunicar-se de forma significativa com seus alunos e ajudá-los a aprender, também há gestores que superam as limitações organizacionais e contribuem para transformar a escola em um espaço criador, em uma comunidade de aprendizagem utilizando as tecnologias possíveis. (MORAN, 2003, p.XX).

Vejamos, hoje temos uma realidade crítica referente ao quadro de professores, principalmente no nosso município, referente a formação e atuação. Sendo que há, na maioria das escolas professores que atuam em áreas que não estão relacionadas com a formação, e sente dificuldade para dominar os conteúdos, e, no momento que termos uma amplitude aberta deste conhecimento, a comunidade poderá questionar esta formação, que se mostrará deficiente, visto que será exigido mais do professor. Torna-se, assim um outro desafio de enquadramento dos professores que pode levar mais tempo do que para a implantação tecnológica.

Para que aconteça uma relação pedagógica, o professor precisa acompanhar o processo de aprendizagem do aluno, ele tem que entender seu universo cognitivo e afetivo, sua cultura, história e contexto de vida. Além disso, é fundamental que o professor tenha clareza da sua intencionalidade pedagógica para saber intervir no processo de aprendizagem do aluno, garantindo que os conceitos utilizados, intuitivamente ou não, na realização do projeto sejam compreendidos, sistematizados e formalizados pelo aluno. (PRADO, 2001, p. xx).

TECNOLOGIAS DE GESTÃO ADMINISTRATIVA

Referente ao mercado de programas, até o momento não percebemos sua existência, pela falta de acesso ou por ter uma carga horária de trabalho extensa para suprir as necessidades básicas, sem possibilidades de pesquisas sobre o tema. Porém, diante deste quadro apresentado por MORAN:

Existem no mercado programas de gestão tecnológica que têm como princípio integrar todas as informações que dizem respeito à escola. Eles possuem um banco de dados com todas as informações dos alunos, famílias, professores,funcionários, fornecedores e, do ponto de vista pedagógico, bancos de informações Gestão inovadora da escola com tecnologias. Para as aulas, para as atividades de professores, dos alunos, bibliotecas virtuais, etc. Todo esse conjunto de informações costuma circular primeiro numa rede interna, chamada Intranet, à qual alunos, professores e pais podem ter acesso, em diversos níveis, por meio de senhas. Num segundo momento, a Intranet se conecta com a Internet, abre-se para o mundo através de uma página WEB, uma página na Internet, que tem como finalidade imediata a divulgação da escola - marketing -, e como finalidade principal, facilitar a comunicação entre todos os participantes da comunidade escolar. (MORAN, 2003, p.xx)



Assim, com estes recursos existentes, e com as orientações de como trabalhar facilitará a implantação de um projeto tecnológico visando à integração da comunidade. Caberia aos professores a busca da capacitação e a gestoras escolares realizar a difusão do projeto na comunidade.

O homem é um ser inacabado, em contínua busca por novas descobertas e invenções. Novas tecnologias surgem a todo momento, indicando que a aprendizagem continua por toda a vida com diferentes direções. Habilidades outrora consideradas relevantes podem não ser mais necessárias hoje, assim como competências antes irrelevantes ou desconhecidas vão se tornando imprescindíveis. Surgem novos valores e realidades que precisam ser compreendidos pelo diálogo que liberta. (ALMEIDA,2009, pg.XX)




CONCLUSÃO


Desta forma, percebemos que o principal para o desenvolvimento de um projeto de gestão administrativa pedagógica, não depende somente o financeiro, acreditamos que é uma desculpa para justificar a resistência do professorado do uso de tecnologias de uma forma mais abrangente, a comunidade. Também, além de precisar ter o domínio das tecnologias, é necessário uma disponibilidade de tempo para realizar as atividades extra classes, a amplitude dos conhecimentos e questionamentos poderiam divulgar a ineficácia do ensino.

Seria o medo do novo, mas não por ser novo, mas sim pelo desmascaramento do ensino.

O primeiro passo é formar melhor os professores, capacitá-los, e principalmente valorizá-los, para que sua carga horária não seja expressiva e para que não tenha que desenvolver outras atividades para suprir suas necessidades.

Por outro lado, o desenvolvimento do aluno, claro que não atingiria a todos, pois o acesso e o interesse seria restrito.

O professor precisa estar em constante processo de aperfeiçoamento, buscando reconstruir a sua prática, organizar e sistematizar esse processo sendo o grande mediador e motivador no desenvolvimento de projetos pedagógicos.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Gestão de tecnologias na escola: possibilidades de uma prática democrática. Disponível em http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/boletins2005/itlr/tetxt2.htmAcesso em 10/02/2006.

--------------. Prática e formação de professores na integração de mídias. Prática pedagógica e formação de professores com projetos: articulação entre tecnologias e mídias. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth B. de & MORAN, José Manuel (orgs). Integração das tecnologias na educação. Salto para o futuro. Secretaria de Educação a Distância: Brasília, Seed, 2005. p. 124-127. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/saltoAcesso em 10/02/2006.

PRADO, M.E.B.B.- Pedagogia de projetos – Disponível em: http://www.eadconsultoria.com.br/matapoio/biblioteca/textos_pdf/texto18.pdf (acessado em 08.07.2011).


PRADO, M.E.B.B. Articulando saberes e transformando a prática. Boletim do Salto para o Futuro. Série Tecnologia e Currículo, TV ESCOLA. Brasília: Secretaria de Educação a Distância – SEED. Ministério da Educação, 2001. Disponível em:

MACHADO, N. J. Educação: Projetos e valores. São Paulo: Escrituras Editora, 2000.

Módulo Gestão


Etapa 1
Atividade 2 – Revisão de literatura – Pré construção do projeto pedagógico e administrativo (Biblioteca)


Construa uma revisão de literatura, de 3 a 4 laudas num editor de texto, sobre o desenvolvimento de projetos pedagógicos na educação. O trabalho deverá ser feito em grupo (de no máximo quatro alunos).


Etapa 2 – 11/07 a 17/07

Atividade 1 – Reflexão crítica: o projeto na sua escola (Biblioteca)


Com base no estudo sobre o desenvolvimento de projetos pedagógicos no contexto educacional, realizado na atividade 2 da etapa 1, analise as seguintes questões em relação a sua escola:

1. Quais os programas/projetos existentes na escola?
2. Quais tecnologias são utilizadas?
3. Como são utilizadas e por quem?
4. Existe um planejamento para a sua utilização viável no desenvolvimento de práticas pedagógicas integradoras das diferentes mídias?
5. Como os profissionais se organizam no trabalho com as tecnologias?
6. O fato de ter tecnologias nas escolas garante o seu uso no processo de ensino e aprendizagem? As tecnologias disponíveis na sua escola têm sido utilizadas no contexto pedagógico?
7. O uso das tecnologias tem colaborado para desenvolver o processo de ensino e aprendizagem?
8. Como você avalia as tecnologias existentes em projetos já existentes na sua escola?


Etapa 3 –11/07 a 31/07

Atividade 1 – Gestão de Projetos (Biblioteca)


“A implementação de mudanças mais profundas na escola, que possibilitem uma melhor adequação às novas demandas sociais, proporcionando uma educação de qualidade, requer alteração na concepção de gestão das organizações escolares. (...) Nesta nova forma de gestão, a tecnologia apresenta-se como o sistema nervoso de um organismo/organização que aprende enquanto age e reflete, transmitindo informações e sensações de um órgão ao outro e armazenando os conteúdos mais relevantes, para que possam ser recuperados quando necessários” (VIEIRA, 2002a, p. 14).

VIEIRA, Alexandre Thomaz. Construindo uma nova escola. In ALONSO, Myrtes; ALMEIDA, Maria Elizabeth B. de; MASETTO, Marcos Tarciso; MORAN, José Manuel; VIEIRA, Alexandre Thomaz. Formação de gestores escolares para utilização de tecnologias de informação e comunicação. Brasília: Secretaria de Educação a Distância, 2002a. p. 13-17.

A partir desta afirmativa de Vieira, vamos refletir:

Que mudanças poderíamos oferecer para as nossas escolas, explorando a gestão de projetos administrativos e pedagógicos que possam atingir toda a comunidade escolar?

A partir deste questionamento e das leituras realizadas, produza uma proposta de gestão de projetos juntamente com seus colegas de grupo da atividade 2 da etapa 1. O Projeto deve procurar atender as necessidades das escolas envolvidas.

Módulo Rádio - Mais um trabalho!!

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ENQUETE
ALUNA: BEGSSIE VICTORIA VIEIRA LÓPEZ

ESCOLA ENTREVISTADA: E.M. GENERAL ANTONIO DE SAMPAIO-JAGUARÃO-RS.
ENTEVISTADOS: 05 ALUNOS DO TURNO DA TARDE-UM DE CADA SALA E 05 PROFESSORES DO TURNO DA TARDE.


ENTREVISTA FEITA NOS DIAS 15 E 16 DO MÊS DE JUNHO DE 2011.
Dentre os dez (10) entrevistados, cinco (05) alunos e cinco (05) professores, de uma Escola Municipal da cidade de Jaguarão-rs obtiveram-se os seguintes resultados: 70% dos entrevistados escutam o rádio diariamente; 20% de vez em quando e 10% raramente. Quando questionados de que forma ouvem o rádio o resultado foi o seguinte: Apenas10% concentram-se nessa atividade; 50% tentam ouvi-lo enquanto fazem outras coisas e 40% deixam tocar sem prestar muita atenção. 40% dos entrevistados ouvem rádio interessado nas notícias da cidade; 60% gostam de escutar música e ninguém ouve o rádio com interesse em educação. Quando questionados sobre escutar o rádio na escola 50% dos entrevistados falaram que existem oportunidades para ouvir o rádio: recreio e aula de educação física. 40% achar que eventualmente e 10% acreditam que não existem oportunidades para escutar rádio na escola. Quando questionados sobre fazer um projeto de rádio na escola quanto ele pode ajudar: 80% acham que o rádio pode ajudar muito e 20% um pouco. Ninguém acha que o rádio não pode ajudar. No espaço escolar os entrevistados priorizaram informações da escola; Cultura; e assim respectivamente como mostra a tabela abaixo. Gostei muito de fazer a enquête e sei que teremos muitos interessados em criar uma rádio na escola.

Número de entrevistados na enquête: 05 alunos e 05 professores

1)Com que freqüência, habitualmente, ouço o rádio?

A. diariamente 07 (70%)
B. de vez em quando 02 (20%)
C. raramente 01 (10%)


2) Quando ouço o rádio, eu…

A. concentro-me nesta atividade 01 (10%)
B. tento ouvi-lo enquanto faço outras coisas 05 (50%)
C. ligo e deixo tocar sem prestar muita atenção 04 (40%)

3) Quando ouço o rádio, em que estou interessado?

A. educação (cursos) 00 (00%)
B. informação (notícias) 04 (40%)
C. diversão (música, humor). 06 (60%)

4) Em minha escola, existem oportunidades para se ouvir o rádio?

A. quase sempre 05 (50%)
B. eventualmente 04 (40%)
C. raramente ou nunca 01 (10%)

5) Dentro de um projeto pedagógico, em minha opinião, o rádio pode ajudar...

A. muito 08 (80%)
B. um pouco 02 (20%)
C. nada 00 00%


6) Numere em ordem de preferência qual (is) abordagens uma rádio deve priorizar no espaço escolar:

Abordagens por ordem de preferência

Informações da escola 02 (20%)
Cultura 02 (10%)
Dica e comentário de filmes 01 (10%)
Dica e comentários de livros
01 (10%)
Entrevistas com alunos e professores 01 (10%)
Música 01 (10%)
Dicas de saúde 01 (10%)
Ética, cidadania 01 (10%)



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Projeto rádio na escola

Begssie Victória Vieira López


Objetivo principal:
Programar uma Rádio na Escola para divulgar os propósitos pedagógicos da escola, divertir e informar.

Objetivos específicos:
Promover a comunicação no âmbito escolar de forma aberta e transparente; Divulgar atividades, eventos, etc. a todos os freqüentadores da Escola; Divertir a todos com anedotas, piadas e músicas alegres, com letras interessantes; Permitir o conhecimento das atividades da Escola sem a necessidade de envio de recado nas salas de aula.
Formar sujeitos conscientes do papel da comunicação e da liberdade de expressão

Programas:
Em um programa que trate de variedades com duração de 20 minutos, na hora do recreio, por exemplo, podem ser destinados cinco minutos para as notícias, cinco para músicas. E então, na segunda parte do programa, pode haver uma entrevista de cinco minutos sobre esportes, profissões, etc, e cinco minutos para prestação de serviços (avisos, recados, divulgação de eventos, achados e perdidos, etc).





Vantagens:

Tendo em vista a interação dos membros desta comunidade, a valorização da educação e dos nossos professores, bem como do ambiente escolar, os programas de rádio poderão se transformar num valioso instrumento de fortalecimento da comunidade estudantil, podendo ser um dos modos mais efetivos de se trabalhar a inclusão e a oralidade.

- Abertura do espaço escolar à comunidade onde estão inseridos: seja ao levar trechos de programas jornalísticos ou, principalmente, ao permitir que os alunos produzam um radio-jornal.

- Exercício de cidadania: os alunos vão se informar sobre o que acontece no mundo e também discutirão a relevância de abordá-los na rádio da escola .

- Despertar da responsabilidade: o trabalho desenvolvido não ficará mais restrito ao professor, já que o radiojornal será ouvido por um número maior de pessoas, seja a classe ou mesmo toda a escola.

- Trabalho em equipe: um programa radiofônico não se faz sozinho. A escolha dos assuntos do radio jornal é feita em reunião, com a sugestão e análise de todos os participantes. Além disso, é preciso uma divisão do trabalho, que pode ser revezada – reportagem, edição, locução etc.

- Melhora na produção textual: embora o que chega aos ouvintes seja apenas som, o que é dito pelos alunos é fruto de um texto previamente escrito, mesmo que haja momentos de improviso;

- Expressão oral: um dos pontos indiscutíveis na produção radiofônica, com os alunos que falam ao microfone e com aqueles que usam o gravador para fazer entrevistas;

- Incentivo à pesquisa e gosto pela leitura: para coletar as informações que serão divulgadas, é necessário pesquisar em diversos suportes, seja para escolher os assuntos, para preparar as entrevistas ou acrescentar outros pontos de vista;



Equipamentos necessários:
1. microsystem: com CD player, rádio, toca-fitas e entrada para microfone. Utilizado para reproduzir sons e gravar aquilo que não entrará ao vivo, como vinhetas e comerciais;
2. fone de ouvido: provê o retorno do som em execução para a pessoa que está no comando do som;
3. radio gravador: aparelho acessório que pode ter seu uso alternado com o microsystem, assim enquanto um é utilizado pode-se preparar a próxima execução;
4. caixa acústica: sistema de alto-falantes instalado em locais estratégicos da escola para reproduzir o que está sendo veiculado no estúdio, quatro caixas de cem watts serve um espaço para aproximadamente cem pessoas;
5. microfone: utilizado para captar a voz do responsável pela locução; 6. mesa de som e potência: em que são conectados o microsystem, o microfone, os fones de ouvido e o radio gravador. É da mesa que sai a fiação para as caixas de som.
Obs: A minha escola tem todos estes equipamentos. A caixa acústica, acredito que é o único que falta junto com a instalação das mesmas. Preço: Em torno de 350,00 cada caixa.



Referências:

Equipamentos: http://www.infoescola.com/comunicacao/radio-escolar/

Caixa acústica: http://www.americanas.com.br/produto/5563674/instrumentosmusicais/audio/caixadesom/caixa-acustica:-tp-10-2-vias-100-watts-leacs

Pesquisa:
http://www.educacional.com.br/projetos/ef1a4/bancoprojeto1a4/radio/default.asp

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/link.html?categoria=11

http://www.escolabonilha.com/projetos/radio-escola/

Módulo Rádio - Outro trabalho II

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO HERVAL



Acadêmica: Jésica Hencke
Módulo Introdutório: Rádio
Atividade 01 - Etapa 02 Biblioteca: Projeto Rádio Escolar



1. Título do projeto:
“Sintonizados”: ruídos, estática, fala, audição como possibilidades de comunicação.


2. Série e escola de aplicação do projeto

Escola Municipal de Ensino Fundamental Machado de Assis, Canela, Rio Grande do Sul. Classe multisseriada 7ª e 8ª séries, composta por dezoito alunos no ano de dois mil e onze. Com o desenrolar da proposta todas as turmas terão a oportunidade de trabalhar e veicular suas participações na rádio-escola. Para atingir a meta que consta com o engajamento de alunos, professores e funcionários verdadeiramente comprometidos com o desenvolvimento escolar, construir coletivamente um cronograma de execução, onde será indicado o nome do/a professor/a e a data em que serão produzidos os programas.


3. Tema/assunto que a rádio escolar irá abordar:

Vivemos em sociedade e para tanto necessitamos nos comunicar com o outro, montar uma rádio-escola é potencializar a interação e explanação de assuntos que perpassam o âmbito escolar sendo este o centro de convivência para muitos alunos.
Neste projeto será trabalhada a noção e a execução de uma transmissão artesanal como protótipo de criação de uma rádio-escola, sobre o tema: Escola espaço de todos – atualidades.
Entende-se por atualidades os temas transversais que estão presentes nos PCNs – parâmetros curriculares nacionais, que prevê um trabalho voltado à cidadania, meio ambiente, ética, pluralidade cultural, violência (dentre outros assuntos que permeiam a comunidade escolar).
No roteiro desta transmissão, será apresentado o esboço de um programa com duração média de quinze minutos. Vale ressaltar que esta proposta tem o intuído de aprimorar o trabalho coletivo de maneira a envolver todos os discentes, docentes e abranger a comunidade escolar, ao realizar entrevistas e enquetes com os moradores da localidade na qual está inserida a escola.
Quando nos propomos a falar sobre atualidades, estamos focalizando nosso olhar para a problemática educacional e os assuntos que estão em voga nos grandes meios de comunicação de massa, para analisar, debater, pesquisar e elaborar pontos de vista que serão expostos na transmissão da rádio. Além de utilizar uma trilha sonora escolhida pelo interesse dos participantes e que vá de encontro às perspectivas do trabalho proposto.
Com base na enquete realizada, e sintetizando o que completa o esboço deste roteiro radiofônico observou-se que, para os alunos, é importante obter informações referentes à escola, no que tange aos planejamentos e acontecimentos semanais, por isto “Atualidades” será o primeiro programa com apresentação semanal na rádio “Sintonizados”, nesta edição o tema abordado será o Festival de Teatro Estudantil, onde a professora coordenadora do projeto falará sobre seu trabalho (através de uma entrevista), alguns alunos serão convidados previamente a explanar sobre as mudanças que ocorreram em sua vida escolar desde que começaram a fazer parte do grupo de teatro Magia em Faces e para concluir esta transmissão, os mesmos serão convidados a apresentar uma parte da peça que está sendo realizada este ano: “João e Maria”. Ao início e final da transmissão será tocada uma vinheta de abertura e fechamento.


4. Conteúdos trabalhados:

* Rádio escolar;
* Leitura, escrita, oralidade e argumentação;
* Pesquisa, síntese e posicionamento crítico;
* Noção de tempo e fala;
* Compreensão das mídias de comunicação e análise sobre o funcionamento de uma rádio;
* Elaboração escrita de um programa radiofônico.


5. Justificativa:

Tendo em vista que para muitos alunos a escola é apenas um local onde necessitem aprender somente as disciplinas ministradas, se faz necessário que a unidade escolar seja vista como um local de troca, não somente de conhecimentos como também de experiências pessoais entre docente-discente e discente-discente. Dessa forma, a rádio-escola procura trazer ao dia-a-dia dos alunos temas antes só abordado em reuniões pedagógicas ou por alguns professores em suas aulas mantendo-os, assim, informados de todos os acontecimentos pertinentes ao âmbito escolar, trazendo a este espaço seus questionamentos, dúvidas e curiosidades cotidianas.
É necessário destacar que a rádio é um dos meios de comunicação mais importantes e valorizados ainda na atualidade, apesar de existir inúmeros meandros comunicacionais a rádio mantém seu valor, principalmente por ser um meio acessível financeiramente e presente nas mais diversas localidades sejam elas de interior ou não, além disto, com a abrangência tecnológica pode ser transmitida via computacional, através da internet. A primordial vantagem da rádio, em relação aos outros meios de comunicação é que você não precisa ser alfabetizado para poder ouvir e prestigiar a transmissão, bem como ter acesso a novas informações.
Há desvantagens que requerem maior envolvimento, por trabalhar apenas com o som, os sujeitos que dela fazem parte necessitam aprimorar sua oralidade e desenvolver clareza em sua fala, sendo esta simples e direta. Tais características instituem uma regra geral para a linguagem radiofônica:
• dizer de modo direto (objetividade)
• com a maior nitidez possível (clareza)
• curto espaço de tempo (brevidade)
Para o desenvolvimento do projeto, serão esclarecidos alguns pontos estruturantes de uma rádio, trabalhar-se-á com a elaboração de um roteiro e a importância deste, os gêneros de transmissão radiofônicos (musical, variedades, popular, informativo, esportivo, humorístico), esclarecendo qual o estilo que é enfatizado em uma rádio-escola, dando ênfase ao radio-jornalismo.
É importante lembrar que na produção de uma rádio-escola modifica-se o perfil de consumidor para produtor de mídia, trata-se da possibilidade de desenvolver projetos educacionais onde estudantes e professores aperfeiçoam o senso crítico em relação aos conteúdos veiculados pelos meios de comunicação e informação, através deste espaço tais estudantes tornam-se co-autores de sua aprendizagem sendo autônomos e protagonistas em seu fazer educativo.
Não almeja-se criar radialistas e sim, potencializar aos estudantes momentos de aprendizagem e entretenimento, bem como lazer e ações recreativas, tocando músicas, dando recados, contando piadas, divertindo e informando. Além deste ponto tem o intuito de ampliar o conceito de cidadania na prática, construindo projetos de colaboração social e relacionamento intra-pessoal, debater sobre assuntos ligados à sexualidade, saúde, meio ambiente, ao combate à todas as formas de discriminação e preconceito, entre outras.
Podemos recorrer ao que diz FREIRE, ao destacar que a sala de aula é apenas um dos múltiplos ambientes onde ocorre a aprendizagem:
A comunicação, compreendida como troca de conhecimentos, possui uma dimensão educativa que deve ser levada em conta já que educação é comunicação, é diálogo, na medida em que não é transferência de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados (FREIRE; 1992, p. 69).

Esta é uma intenção mais ampla, neste projeto realizar-se-á um recorte desta realidade, na qual será desenvolvido um trabalho voltado aos acontecimentos mais importantes da escola numa visão interna, a educação em ação no espaço e tempo presentes. O roteiro, que será esboçado a seguir, direciona-se para uma “fatia” de nossa realidade, ou seja o foco estará no Festival de Teatro Estudantil.

6. Objetivos:
• Promover o protagonismo infanto/juvenil por meio das tecnologias da informação e da comunicação contribuindo para o desenvolvimento de competências no uso destas tecnologias;
• Contribuir para o desenvolvimento da competência leitora e escritora e das expressões comunicativas dos alunos;
• Possibilitar o desenvolvimento da expressão comunicativa, bem como ampliar o universo cultural e intelectual do participante proporcionando atividades de pesquisa em diferentes fontes de produção de textos e de informação;
• Contribuir para a integração entre professores, alunos e comunidade;
• Capacitar os alunos para o uso da linguagem radiofônica e dos demais recursos da comunicação;
• Estimular a criação, imaginação, capacidade de organizar eventos, pesquisas, documentários, entrevistas e trabalho comunitário;
• Utilizar o sistema de rádio como um instrumento tecnológico e inovador para dirigir a socialização em grupo de jovens e crianças.


7. Vantagens da rádio escolar:


SAVIANI nos propõe uma reflexão acerca das vantagens de uma rádio-escolar, ao esclarecer a importância de diminuir a distância que se estabeleceu ao longo dos anos entre sociedade e escola, sendo que esta muitas vezes permeia um muro invisível entre os incluídos e os excluídos sócio-culturalmente:
A disseminação dos meios de comunicação de massa é um dado que a escola não pode ignorar, porque eles têm um peso importante nas vidas das crianças e à escola cumpre levar em conta esse dado e procura responder a essas necessidades de diferentes maneiras, seja em termos de se adequar a essa nova situação, seja em termos de incorporar alguns desses instrumentos no seu próprio processo de trabalho (SAVIANI, 1997, p. 76).

Tentando adequar-se ou incorporar tais meios de comunicação a rádio-escola pode acarretar inúmeras vantagens ao processo de ensino-aprendizagem, como as sugeridas a seguir:
• espaço escolar aberto ao diálogo, a pesquisa e ao aprofundamento de assuntos de interesse dos educandos veiculados socialmente de forma sintática e muitas vezes sensacionalista;
• ação e cidadania: pesquisa sobre os acontecimentos municipais, estaduais, nacionais e mundiais, análise de sua relevância e seleção das informações de maior valor;
• responsabilidade estudantil: descentralização do trabalho escolar, divisão de tarefas entre professores e alunos;
• capacidade de síntese: informar de forma sucinta, clara, objetiva e coerente. Sem tornar-se repetitivo e usar chavões ou gírias da linguagem coloquial;
• hierarquização das informações: conhecer para informar, qualificar dados e assuntos por ordem de relevância e veicular apenas os mais significativos a comunidade escolar;
• expressão oral: melhora da dicção, audição, concentração;
• incentivo a pesquisa e leitura: coletar informações, conhecer os assuntos, inteirar-se dos conceitos de forma clara;
• visão crítica da realidade e da mídia: saber ouvir e respeitar os diferentes pontos de vista, expressando-se de forma a não impor seu ponto de vista;
• desenvolvimento do protagonismo juvenil;
• integração entre alunos, escola, professores e comunidade;
• transcisciplinaridade: envolvimento coerente de diversos conteúdos que serão aprendidos de maneira dinâmica, interativa e inovadora;
• aprimoramento da imaginação, criatividade, respeito pelo outro, escuta e fala.


8. Roteiro/programa:

Rádio: “Sintonizados” no ar.

Temática de hoje: Atualidades – Festival de Teatro Estudantil de Canela, conversa com a professora coordenadora da peça teatral e alunos integrantes deste movimento, seguido do fragmento da apresentação da peça teatral que está sendo ensaiada “João e Maria”.

Vinheta de abertura: instrumental.
Locução: está entrando no ar a rádio Sintonizados com seu programa Atualidades, tenham um bom dia!
 Locutor 1: Bom dia!
 Locutor 2: Bem vindos a rádio Sintonizados, hoje teremos a participação da Profª Giselle, nossa diretora do grupo de teatro.
 Locutor 1: Além desta ilustre participação, contaremos com a presença de alguns alunos convidados que falarão sobre suas atuações no grupo teatral Magia em Faces.
 Locutor 2: E no final de nossa entrevista, teremos um “palhinha” do teatro João e Maria.
 Locutor 1: Professora Giselle, defina para nossos ouvintes o que é teatro escolar?
 Locutor 2: Por qual motivo a senhora optou pelas Artes Cênicas?
 Locutor 1: Sabemos que a senhora trabalha com a área de Língua Portuguesa, o teatro ajuda a melhorar a aprendizagem nesta área?
 Locutor 2: Conte-nos um pouco de sua trajetória como diretora teatral do grupo Magia em Faces.
 Locutor 1: Caros ouvintes esta foi a professora Giselle diretora do grupo teatral Magia em Faces.
 Locutor 2: Temos agora a participação de quatro componentes do grupo teatral, que irão relatar um pouco de sua trajetória no mundo das Artes Cênicas.
 Locutor 1: Obrigada a todos e todas, pela excelente explanação.
 Locutor 2: Nós estamos ansiosos esperando por uma pequena cena da peça João e Maria, podem interpretá-la para nosso público?
 Locutor 1: Obrigado pela participação e disponibilidade de todos.
 Locutor 2: Obrigado e até a próxima edição do Programa Atualidades.

Vinheta musical: fechamento do programa.

9. Necessidades materiais e recursos financeiros:

Para a realização da implementação da rádio-escola, que contribuirá com a evolução do trabalho educativo interdisciplinar, é necessário:
• Mesa de som
• Microfones
• Pequenas caixas de som (para retorno em cada sala de aulas)
• Aparelho de som
• Gravador
• Fios
• Fones de ouvido
Para a aquisição destes recursos materiais será realizada uma ação entre amigos em comum acordo com o Círculo de Pais e Mestres, bem como valer-se dar verbas recebidas através do programa federal PDDE – Programa Dinheiro Direto na Escola.


10. Avaliação:

Análise sistemática com registros contínuos das impressões e compreensões por parte dos alunos e professores envolvidos, momentos de avaliação coletiva, onde serão trabalhados em mesa redonda, o valor que a rádio está proporcionando ao ato educativo e de que forma os docentes e discentes estão percebendo este trabalho. Pesquisa de opinião e levantamento qualitativo e quantificativo dos dados referentes ao trabalho radiofônico. Com base nestes dados, serão propostas alterações ou continuidade das atividades.


11. Referências:

FILHO, Carlos Helder da Ponte; PATROCÍNIO, Kátia Regina Azevedo. O rádio na escola como instrumento educativo: estudo de caso do programa “Antenados”. Material de apoio ao módulo Rádio do Curso de Mídias na Educação.

FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação. São Paulo; Paz e Terra, 1992.

GONÇALVES, Elizabeth Moraes; AZEVEDO, Adriana Barroso. A rádio na escola como instrumento de cidadania: análise do discurso da criança envolvida no processo. São Bernardo. Revista acadêmica do Grupo Comunicacional de São Bernardo. Ano 1 – nº 02 (julho/dezembro de 2004).

SAVIANI, Demerval. Brasil: educação para a elite e exclusão para a maioria. São Paulo: CCA-ECA-USP; Moderna, 1997.

Avaliação Atividade Etapa 2
Biblioteca
Critérios de avaliação da atividade
1º) contemplar os itens solicitados, com clareza e organização.
2º) entregar dentro do prazo estabelecido na agenda.

Tarefa:
O rádio é um recurso excelente para desenvolver a cultura, o conhecimento sobre assuntos gerais e a expressão oral dos alunos. Por isso, nesta atividade, você irá planejar o uso do rádio na escola.

Para isso, elabore um projeto que apresente uma proposta de atividade com o rádio na escola, levando em consideração os interesses apresentados na enquete realizada com os alunos e/ou colegas de trabalho, construída na atividade 2 da etapa 1.


Defina itens como:
• tema/assunto que a rádio na escola irá abordar;
• vantagens (o que vai melhorar na escola com a implementação de uma rádio);
• necessidades materiais e recursos financeiros (o que é necessário que a escola tenha e/ou adquira para iniciar uma rádio).
Disponibilize sua produção na Biblioteca, Procurar Arquivo, Enviar arquivo.

Não esqueça que o arquivo deve conter o seu nome e a atividade. Exemplo: Maria_projeto.

Dica: Você pode navegar por este site http://portaldoprofessor.mec.gov.br/link.html?categoria=11 para analisar projetos de uso de rádio na escola pelo Brasil.

sábado, 24 de setembro de 2011

Módulo Rádio - Outro trabalho

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO HERVAL


Acadêmica: Jésica Hencke
Módulo Introdutório: Rádio
Atividade 02: Enquete


Número de entrevistados na enquete: 17 alunos (08 meninos, 09 meninas).
Série escolhida: 7ª e 8ª séries (classe multiseriada – interior do município).


1. Com que frequência, habitualmente, ouço o rádio?



2. Quando ouço rádio, eu...



3. Quando ouço o rádio, em que estou interessado?



4. Em minha escola, existem oportunidades para se ouvir rádio?



5. Dentro de um projeto pedagógico, na minha opinião, o rádio pode ajudar...



6. Numere em ordem de preferência quais abordagens uma rádio deve priorizar no espaço escolar:




Considerações:
Através da realização da enquete com estes alunos, foi possível esclarecer alguns pontos quanto à utilização do rádio e a importância de uma rádio, para informar, sintonizar e democratizar o acesso a informação em lugares afastados do centro municipal, certamente não é uma localidade de difícil acesso, mas seus moradores trabalham próximo a sua moradia tornando-a mais isolada.
Sobre os dados coletados, observa-se que 60% dos entrevistados, ouvem rádio de vez enquanto, em contrapartida 6% o ouvem raramente. Pode-se ver nesta comparação o alto índice de valor que um rádio apresenta na vida destes alunos.
Outro índice significativo, demonstra que 100% dos entrevistados ouvem enquanto fazem outras atividades, nesta fala, é perceptível compreender que escutar rádio não os impede de realizar suas demais tarefas cotidianas.
A outra questão faz referência ao motivo principal, pelo qual ouvem rádio, cerca 88% dos entrevistados responderam que estão interessados em diversão, música e humor.
Um dado contraditório foi àn b questão que envolve a escola 76% dos entrevistados disseram que raramente ou nunca existem oportunidades de ouvir rádio dentro do espaço escolar, contra 18% que afirmam que esta ação acontece quase sempre e 6% destacaram que é eventualmente. O que mais pairou no ar foi uma incoerência destas afirmações, pois são alunos de uma mesma classe. Como uns podem afirmar que há oportunidades efetivas de escuta enquanto outros afirmam que raramente ocorrem? Neste ínterim, coube uma questão: o que cada aluno/a está interpretando por escutar rádio? Quem afirma que ouve está destacando o uso de músicas em sala de aula, tocadas em CDs? Eis um ponto que merece uma pesquisa.
O mais importante foi que 88% dos entrevistados apresentam consciência de que o uso do rádio e/ou a criação de uma rádio pode contribuir muito para o aprimoramento de um projeto escolar.
A questão elencada por ordem de preferência foi bastante eclética, no gráfico apresentado, separou-se pelos votos dos entrevistados num total geral que cada um priorizou este ou aquele item. Surgiram outras utilidades para o rádio, como: ouvir músicas e informações sobre esportes; conversas e depoimentos de pais e pessoas da comunidade; informações de pessoas da comunidade (nota de nascimento, falecimento, aniversariante), dicas dos cantores e músicas atuais; ensinar a fazer receitas de bolos e outras comidas; ouvir piadas.
Através deste pequeno movimento de pesquisa e entrevista, foram observadas questões significativas quanto o uso do rádio, como este instrumento comunicacional é importante e está presente na maioria dos lares, em virtude de seu baixo custo financeiro e a facilidade pela qual a comunicação pode ser captada. Mas podemos pensar, de forma singela, no quanto a rádio trabalha com a questão do discurso, pois ao ouvir rádio há marcas discursivas, sentidos impregnados, sentimentos e ações transmitidas por ondas eletromagnéticas:
A interação social por intermédio da língua caracteriza-se, fundamentalmente, pela argumentatividade. Como ser dotado de razão e vontade, o homem constantemente,avalia,julga, critica, isto é, forma juízos de valor. Por outro lado, por meio do discurso – ação verbal dotada de intencionalidade – tenta influir sobre o comportamento do outro ou fazer com que compartilhe determinadas de suas opiniões. É por essa razão que se pode dizer que o ato de argumentar, isto é, de orientar o discurso no sentido de determinadas conclusões, constitui ato linguístico fundamental, pois a todo e qualquer discurso subjaz uma ideologia, na acepção mais ampla do termo. (KOCH, 1996. P. 19)

Como todo e qualquer meio de comunicação de massa a rádio apresenta suas ideologias, pensamentos e dita padrões que muitas vezes são seguidos e aceitos de maneira quase inconsciente, tal ação pode ser usada em prol da educação, ensinar através destas ondas é possível, porém requer um cuidado sério e planejamento, com o discurso que será veiculado. Para tanto é preciso projetar, executar em forma de teste, avaliar as vantagens e desvantagens durante o percurso e, finalmente, validar uma educação na qual o aluno é protagonista de sua própria aprendizagem, não pensamos que é um caminho fácil, pois é na aridez das dificuldades que tomamos fôlego para suplantar este modelo falido de educação e modificar a sociedade na qual estamos inseridos.

Referências:
KOCH, Ingdore Vilhaça. A inter-ação pela linguagem. São Paulo. Contexto, 1996. In: GONÇALVES, Elizabeth Moraes; AZEVEDO, Adriana Barroso. A rádio na escola como instrumento de cidadania: análise do discurso da criança envolvida no processo. São Bernardo. Revista acadêmica do Grupo Comunicacional de São Bernardo. Ano 1 – nº 02 (julho/dezembro de 2004).

Módulo Rádio - Primeiro trabalho

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
PÓLO DE HERVAL
CURSISTA: Eduardo Garralaga Melgar Junior
DATA: 19 de junho de 2011.

MÓDULO Rádio de Herval


ETAPA 1 - Atividade 2 – Enquete - Faça uma enquete com alguns alunos de sua escola e com os professores interessados em cooperar com o projeto de implantação de uma rádio na escola. Essa enquete será importante para descobrir os interesses dos alunos e professores p or temas, músicas, tipos de reportagens, etc.


Esta atividade pode ser considerada como uma pequena enquete sobre a relação daspessoas com o rádio em seu dia-a-dia. Um pequeno questionário pode ser elaborado e distribuído ao grupo de trabalho com o qual se pretende desenvolver atividades educativas radiofônicas. Ele pode ser composto pelos cursistas do módulo, colegas de escola ou — o que seria mais desejável — por alunos.
Como não estou em sala de aula e exerço atividades profissionais sem vínculo com o espaço/afazer escolar, decidi aplicar está enquete aos professores do IFSUL, com a ajuda da professora/tutora Cláudia, utilizando as perguntas sugeridas na atividade, modificando algumas e acrescentando três, totalizando dez questões, a serem abordadas nesta enquete.

ENQUETE:

1) Quanto tempo de atuação docente você tem?
a. até 10 anos
b. de 10 a 20 anos
c. mais de 20 anos
2) Com que freqüência, habitualmente, ouço o rádio?
a. diariamente
b. de vez em quando
c. raramente
3) Quando ouço o rádio, eu…
a. concentro-me nesta atividade
b. tento ouvi-lo enquanto faço outras coisas
c. ligo e deixo tocar sem prestar muita atenção
4) Quando ouço o rádio, em que estou interessado?
a. educação (cursos)
b. informação (notícias)
c. diversão (música, humor)
5) No IFSUL, existem oportunidades para se ouvir o rádio?
a. quase sempre
b. eventualmente
c. raramente ou nunca
6) Dentro de um projeto pedagógico, na minha opinião, o rádio pode ajudar...
a. muito
b. um pouco
c. nada
7) Numere em ordem de preferência qual(is) abordagens uma rádio deve priorizar no espaço escolar:
( ) Informações da escola.
( ) Informações sobre o bairro em que a escola se localiza.
( ) Cultura (teatro, filmes, museus, etc).
( ) Dica e comentário de filmes.
( ) Dica e comentário de livros.
( ) Outro. Quais?
8) Durante a docência no IFSUL, você utiliza o rádio?
a. muito
b. um pouco
c. nada
9) Se você já utilizou o rádio, como avalias esta integração?
a. Pouco produtiva
b. Produtiva
c. Muito Produtiva
10) Numere em ordem de preferência qual a mídia mais importante para seu afazer pedagógico:
( ) Rádio
( ) Televisão/Vídeo
( ) Computadores

Justificativa e interpretação dos dados.

Solicitei a Tutora Cláudia que enviasse a enquete aos (as) professores (as) do IFSUL, instituição formadora do Curso que demanda este trabalho. Objetivei buscar dados que pudesse me responder à seguinte problematização: Como é a relação dos (as) professores (as) da minha instituição formadora com esta importante mídia no seu afazer pedagógico? De que maneira ela se apresenta dentro do Instituto Federal e quais suas implicações nas relações que ali se estabelecem? Sete professores (as) que participaram da enquete, um número pequeno, porém de um contraste que não imaginava. Num primeiro momento, busquei investigar sobre o tempo de atuação docente destes profissionais, pude averiguar que três professores (as) exercem a docência por um período de 10 anos, dois de 10 a 20 anos e dois professores possuem mais de 20 anos experiência no exercício da docência. Mostramos que ambos os entrevistados, possuem experiências semelhantes, cada qual dentro de seu tempo de atuação.
O tempo de atuação docente não interferiu na maneira com que todos (as) professores (as) se relacionam com o rádio, seja em seus afazeres escolares ou mesmo domésticos.
Dos (as) professores (as) três raramente assistem o rádio, dois de vez em quando e apenas dois usam o rádio diariamente para distintas finalidades. Quando perguntado sobre quais ações fazem concomitante com o rádio, percebe-se no gráfico que nenhum (a) professor (a) concentra-se no exercício de simplesmente escutar o rádio (como fazemos ao ver um filme, ler um livro, por exemplo), um (a) professor (a) liga e deixa tocar sem prestar muita atenção e seis professores (as) “tenta” escutá-lo enquanto executa outras atividades.
O gráfico a seguir mostra que o rádio é usado quase que exclusivamente para diversão (música, humor), e por vezes, para saber algum tipo de informação. O que mais chama atenção neste gráfico, é que nenhum (a) professor (a) usa o rádio para interesses na área da educação, ao menos, pelo menos na hora da enquete isto passou despercebido pelos docentes.
Quando pergunto se no IFSUL existem oportunidades para se ouvir o rádio, quatro professores (as) afirma que raramente ou nunca, dois docentes nos evidenciam que eventualmente a penas um (a) professor (a) nos fala que sempre. É nítido o contraste que existe entre estes sete professores (as), mais da metade deixa a entender que estes espaços inexistem, os demais, nos faz pensar que esses espaços coexistem com seus afazeres. Desse mesmo modo, para seis professores (as) dentro de um projeto pedagógico o rádio pode ajudar um pouco, outros dois professores (as) afirmam que pode ajudar muito.
Quando solicitado que numerassem em ordem de preferência qual (is) abordagens uma rádio deve priorizar no espaço escolar, obtive os seguintes dados:
Dos sete professores (as) entrevistados, quatro elegem como prioridade exclusiva o uso do rádio para obter informações sobre a escola, três para informações sobre Cultura (teatro, filmes, museus, etc). Como segunda opção, três professores (as) afirmam que usam o rádio para saber informações sobre o bairro em que a escola se localiza, um (a) sobre cultura (teatro, filmes, museus, etc) e outro (a) para saber algumas dicas e comentários sobre filmes.
Esgotada a primeira e segunda opção, um (a) docente usa como terceira prioridade, o rádio para obter informações sobre o bairro em que a escola se localiza, outro sobre (a) cultura (teatro, filmes, museus, etc) e ainda um (a) descreve que usa o rádio para informações sobre a área profissional de atuação dos cursos técnicos.
Como quarta prioridade, dois (uas) professores (as) usa para saber dica e comentário de filmes, um (a) para informações da escola, outro (a) para cultura (teatro, filmes, museus, etc) e um (a) outro (a) docente para obter dica e comentário de livros.
Um (a) professor (a) usa o rádio em quinta opção para saber informações da escola, outro (a) informações sobre o bairro em que a escola se localiza, e ainda, um (a) docente utiliza para saber dica e comentário de filmes, outros (as) dois (uas) elegem dica e comentário sobre filme, como sua quinta opção. Surge uma sexta opção para um (a) docente, a utilização do rádio para obter dica e comentário sobre filmes.
Não é nenhuma surpresa os dados que serão demonstrados através do gráfico a seguir, como pudemos perceber, a atuação docente dos professores do IFSUL, não tem relação alguma como o rádio, apenas um (a) docente demonstrou algum tipo de relação desta mídia com seus afazeres pedagógicos.
Quando perguntado se durante a docência no IFSUL o (a) professor (a) utiliza o rádio, apenas um (a) afirma que sim, os demais afirmam nunca terem usado este equipamento, por conseguinte, quando solicitado que fosse numerado em ordem de preferência, a mídia mais importante para seu afazer pedagógico (tendo como opção: rádio, televisão/vídeo e computador), todos (as) os (as) professores (as) consideraram como mídia mais importante para seu afazer pedagógico, o uso do computador, em segundo lugar a televisão/vídeo e por último, o rádio.
Concluo, que o rádio não esta presente dentro das propostas dos (as) seis professores (as) do IFSUL, apenas um (a) utiliza esta mídia em seu afazer pedagógico.


UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
PÓLO DE HERVAL
CURSISTA: Eduardo Garralaga Melgar Junior
DATA: 22 de junho de 2011.

MÓDULO Rádio de Herval

ETAPA 2 - Atividade 1 – Projeto Rádio na Escola

Rádio no IFSUL, uma proposta em construção

Introdução:


Em consideração a afirmativa “que o rádio não esta presente dentro das propostas dos (as) seis professores (as) do IFSUL, apenas um (a) utiliza esta mídia em seu afazer pedagógico”, dados extraídos da pesquisa demandada pelo Curso de Especialização Lato Senso em Mídias na Educação, realizada no período de 15 a 18 de junho de 2011, com a participação de 07 professores (as). Tínhamos como objetivo diagnosticar a forma com que o rádio se apresenta no IFSUL, espaços em que este meio de comunicação circula, bem como, interferências/relações com os afazeres pedagógicos dos professores.
Por falta de tempo hábil, não foi possível aprofundar o banco de dados do projeto (ampliando ao maior número de professores), nem mesmo interpor uma enquete aos educandos do IFSUL para que pudéssemos cruzar os dados coletados na enquete realizada com os (as) professores (as), com possíveis percepções dos educandos sobre o rádio. Contudo, enquanto docente, percebo que a falta desses dados poderá inviabilizar qualquer iniciativa que venha a consolidar um projeto de Rádio no IFSUL, uma vez que, todos os sujeitos da Comunidade Escolar, devem ser parceiros e côa-autores deste tipo de projeto.
Minha proposta será para que os docentes, a partir de suas próprias percepções, possam estar levando para sala de aula este diálogo e junto com seus educandos, façam um certame para a elaboração de uma proposta real de construção de um Rádio Comunitário no Instituto Federal de Educação. Penso que esta proposta poderia nascer da sala de professores
estendida a participação de todos os educandos, em assembléia geral, poderia definir um grupo de trabalho para avaliação técnica e outro para avaliação burocrática, necessária para a consolidação deste projeto.

Temática:

Considerando a pesquisa concluída em 18 de junho de 2011, irei utilizar os dados coletados na alternativa sétima, onde faço a seguinte interrogação: “Numere em ordem de preferência qual(is) abordagens uma rádio deve priorizar no espaço escolar?”. A resposta mais corrente foi a de que, os (as) professores (as) acreditam que se deva priorizar a utilização do rádio para “obter informações sobre a escola e três docentes para informações sobre Cultura (teatro, filmes, museus, etc)”.
Elejo como temática: Informações sobre a escola (denominando Espaços de Convivências) e Cultura (teatro, filmes, museus, etc, por acreditar também, que além dos professores, os jovens têm enorme potencial para desenvolver esta temática), e ainda, embora não tenha surgido na enquete, incluo esportes no quesito Cultura.

Desse modo:

TEMA: Espaços de Convivência e Cultura.

Proficuidade:

Em inúmeras experiências exitosas, compartilhadas e debatidas durante a primeira etapa deste módulo, não tenho dúvidas que o rádio poderá reafirmar a identidade profissional dos docentes e educandos (as) do IFSUL, além de criar espaços de convivência, debates a cerca dos mais diversos assuntos de cunho institucional e cultura, com pleno crescimento intelectual/crítico dos (as) professores (as) e educandos (as).
Para Gonçalves e Azevedo, “o Projeto Rádio-Escola se constitui numa proposta de educação para as mídias. A familiaridade com os equipamentos próprios da comunicação radiofônica, associada a exercícios de elaboração coletiva da programação a ser veiculada, permitirá à comunidade escolar construir seu próprio discurso”, para elas, isso acontece porque acabasse “transmitindo a todos o que pensa, deseja e necessita para a melhoria das relações entre a comunidade escolar e seu entorno”. Desse modo para Gonçalves e Azevedo “se constitui numa prática viva da cidadania, que contribui, certamente, para a construção de uma sociedade mais justa, formada por cidadãos capazes de decidir o próprio destino”.
Penso que será alcançada proficuidade plena no desenvolver deste projeto, assim como Filho e Patrocínio acredito que “as crianças e os jovens envolvidos no processo de produção radiofônico-escolar estão em constante relação com o ambiente sócio-cultural que os circulam”. Desse mesmo modo, para os autores “o rádio inserido no processo de ensino aprendizagem pode contribuir sendo uma porta de entrada ao conhecimento de novos estilos, formatos, linguagem, fazendo com que a dinâmica escolar se torne mais dinâmica e atraente”, tão necessárias para ressiginificar os espaços de aprendizagem, seja em escolas de nível fundamental, média e técnica, como as Universidades.

Materiais e Recursos financeiros:

Utilizo como referência para elaborar este quesito do trabalho, o “Programa Educon”, da Secretaria de Educação de São Paulo.

ESTRUTURA TÉCNICA - “Kit completo para começar a brincadeira”
EQUIPAMENTOS
• Mesa de som
• Microfone
• CD PLAYER
• TAPE DECK
• Gravador (Repórter)
• Caixas de som
• Transmissor ou amplificador
ESPAÇO - “Local onde tudo se cria, se produz e se divulga por isso indispensável”
• Estúdio 2x2 m (mínimo)
• Acesso Privativo
• Mesa e cadeiras
• Prateleira
• Computador (opcional)

Observação: No manual citado nas referências, estão as especificações técnicas de cada um desses equipamentos.
Previsão orçamentária no valor de R$ 11 mil reais, valores pesquisados por mim, não disponibilizados na cartilha de referência.

Referências:

BRASIL, SÃO PAULO. Secretaria Municipal de São Paulo, DOT Fundamental e Médio - Guia de Implementação de Projeto Rádio Escolar - Programa Educon, IN: www.usp.br/nce/manual/paginas/manual1.pdf, acesso em 21 de junho de 2011.
FILHO, Carlos Helder da Ponte & PATROCÍNIO, Kátia Regina Azevedo. O Rádio na Escola como Instrumento Educativo: Estudo de caso do Programa “Antenados”. In:
http://www.catavento.org.br/arquivos/O_RADIO_NA_ESCOLA_COMO_INSTRUMENTO_ EDUCATIVO.pdf, acesso em 14 de junho de 2011.
GONÇALVES, Elizabeth Moraes & AZEVEDO, Adriana Barroso de. O Rádio na Escola como Instrumento de Cidadania: uma análise do discurso da criança envolvida no processo. In: http://www2.metodista.br/unesco/GCSB/comunicacoes_radio_escola.pdf, acesso em 17 de junho de 2011.